Comitê de Infraestrutura discute projeto da Nova Ferroeste

João Sarolli, assessor técnico do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário, foi o convidado desta terça-feira (12/04) na reunião semanal do Comitê de Infraestrutura composto pelo Movimento Pró-Paraná (MPP) e pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). Como presidente interino do MPP, o ex-governador Mario Pereira abriu a reunião juntamente com o presidente do IEP, Nelson Luiz Gomez.

Sarolli abriu sua apresentação comentando que a Nova Ferroeste busca transformar o Paraná no HUB Logístico da América do Sul, com investimento de R$ 30 milhões em projetos e em infraestrutura para o desenvolvimento da região. Ele destacou o fato de o Paraná estar em uma posição estratégica, impactando diretamente no PIB da América do Sul. Lembrou ainda que os traçados de transportes férreos devem solucionar os gargalos como o da Serra do Mar, por onde devem começar os novos projetos, e o da circulação de trens em Curitiba, ponto crítico em matéria de acidentes. Para este último problema, o traçado de Balsa Nova a Paranaguá torna-se uma solução viável.

O convidado frisou que o investimento em ferrovia no Paraná se mostra como solução para o escoamento da produção no agronegócio do nosso estado – seja com grãos, contêineres ou carga líquida. Também se beneficiam os produtores de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. Além da excelência operacional com a bitola de 1,60m, o traçado ferroviário paranaense tornará possível a conexão com toda a malha ferroviária nacional e se converterá no 2º maior corredor de exportação do Brasil.

A exposição também tratou do Porto de Paranaguá, apontado por sua eficiência e por investir cada vez mais em infraestrutura, movimentando hoje 60 Mton e com previsão, para 2030, de 100 Mton em movimentação. Na sequência, Sarolli mostrou o plano ferroviário para o trecho Balsa Nova/Paranaguá entre os anos de 2025 e 2029, com um investimento de R$ 4,8 bi. Na sequência viriam, de 2027 a 2029, os traçados Guarapuava/Balsa Nova e Guarapuava/Cascavel, com um valor orçadas hoje em R$ 30 bilhões.

Como conclusão, o técnico discorreu sobre o resultado financeiro do investimento, que aponta para uma renda bruta total de R$ 522 bilhões e um período de retorno de 17 anos. A previsão é que a infraestrutura se mantenha em operação por 65 anos. O leilão para a licitação das obras está previsto para o segundo trimestre de 2022, com outorga mínima de R$ 160 milhões.